AMOR PROIBIDO

  coração alado                                                


AMOR PROIBIDO

 

Você é meu Romeu!

Aquele amor embebido de impossibilidades:

Irreal...

Impalpável...

Impensável...

O amor proibido!

Facilmente condenável pelos principais tribunais terrenos.

O afeto que viola os princípios morais,

Que já eram estabelecidos antes do meu eu subsistir...

Um sentimento que tentei sufocar ao nascer,

Mas se estabeleceu por ser mais forte do que supunha minha pobre e precipitada apreciação.

O mel que amarga meus rudimentos,

Que arremessa meu pudor a distâncias incomensuráveis.

Faz-me perder meu norte

Propõe-me a própria morte em um cálice envenenado.

A ética tão duramente aprendida me obriga a olvidar.

Viajo nessa aventura, não por não saber dizer este doce amargo não,

Mas por curiosidade em conhecer uma verdade escondida,

Selada e nublada a meu olhar trivial.

Não me submeterei a esta negação que constantemente bate a minha guarda,

Pois necessito e, sem deixar-me perceber, busco esta adjecção.

Preciso viver essa emoção para não morrer...

Para nas mãos da irrealização não perecer.