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Divã

divaDIVÃ

Senta-te aqui e conta-me tuas angústias.

Aquelas que tanto te afligem.
Prometo que quero apenas perceber teus sons,
doar-te meu ombro, meu divã.

Precisas desabafar...
Precisas colocar para fora tudo que te sufoca...
Precisas saber que ainda existe alguém que pode
te ouvir.

Talvez, e o mais provável seja, é que não te
mostrarei a solução, pois ela não se encontra em
mim.

Mas, se por apenas alguns instantes, pudesse
fazê-lo entender mais claramente teu reflexo, a encontrarás.

A resposta pode estar tão perto, bem à frente,
mas de forma calinada, na penumbra que se faz
nos intervalos de tuas lágrimas.

Tão perto e tão distante...
Ao alcance de tuas mãos...
Mas não a vê...

Calma! É apenas a cegueira temporária do
desespero.

Estou aqui!
Vou te escutar!
Podes soluçar sem te envergonhar!

A dor a todos pertence, mas somente os fortes a
superam, no entanto, não dá sozinho!

Podes no silêncio do travesseiro ou, na calada
da madrugada, tentar de forma vã sufocá-la.

Por isso estou presente!
Vem, podes agora te abrir...
Deixa sair o que te incomoda...
A mais aguda nota de teu coração...
O tormento que permeia teus pensamentos...

O meu anonimato é tua maior tranquilidade a
partir de minha proposta de teus sentimentos
respeitar.

Não vou te julgar...
Não vou te punir...
Não ousaria ainda mais te afadigar...

Afinal, todos têm o direito de errar, o direito de
acertar, de cair e de levantar...
Somos humanos e por isso estamos entregues às
tormentas da alma.

O divã é necessário!
Dele provém o conforto para nossas penas morais.

Vou ficar aqui!
Sempre!
À tua espera!
Pois por meio de ti também me vejo e me ajudo.
E encontro a consolação necessária para meu certo
destino tão incerto prosseguir.